sábado, 28 de maio de 2011

MAC – Museu Arqueológico do Carste do Alto São Francisco (PARTE I )

Olá Camaradas!
Nesta última semana ocorreu um evento muito importante para o cenário da arqueologia mineira (e brasileira): a 9ª Semana de Museus, organizada pelo IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus. Em diversos museus espalhados por todo o país ocorreram atividades de exposição, cursos, seminários e visitas mediadas.
A equipe do Núcleo Bambuhy esteve presente em Pains – MG no dia 21 de maio de 2011, onde pudemos visitar escavações arqueológicas e também o MAC – Museu Arqueológico do Carste do Alto São Francisco. Também estava presente um grupo de estudantes da UFMG levados pelo professor Pablo Lima, composto por alunos bolsistas do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência) das áreas de História, Geografia, Pedagogia e Formação Intercultural de Educadores Indígenas (FIEI). No grupo haviam duas índias xacriabá e uma aranã, Neide, referência em conhecimento sobre plantas medicinais.
Nessa postagem contaremos como foi a visita aos sítios arqueológicos Amargoso e Mané-do-Juquinha. Ambos são localizados na zona rural de Pains. Durante toda a nossa visita fomos guiados pelo arqueólogo e diretor do MAC Gilmar Pinheiro Henriques Júnior.
Primeiramente, vamos esclarecer um termo chave para a compreensão deste texto: a palavra Carste. Refere-se a um tipo de relevo geológico caracterizado pela dissolução química (corrosão) das rochas, que leva ao aparecimento de uma série de características físicas peculiares que serão mostradas ao longo desta postagem. A região denominada Carste do Alto São Francisco é a área conjunta de oito municípios do centro oeste de Minas Gerais: Pains, Arcos, Formiga, Córrego Fundo, Pimenta, Piumhí, Doresópolis e Iguatama.
Rochas Calcárias - O Carste é um tipo de paisagem comum em regiões onde ocorre muita rocha de calcário.
Agora sim, podemos continuar.
Em um primeiro momento, fomos levados até o sítio arqueológico pré-histórico Amargoso, localizado poucos quilômetros antes da entrada da cidade.
                                           Visitantes chegando ao local.
As escavações no local foram iniciadas há aproximadamente um mês e já foram encontrados no local objetos como restos de fabricação de ferramentas de pedra lascada, carvões, sementes de palmáceas queimadas e camadas de solo antropogênico (solo formado a partir da ação humana). Esses são indícios de que o local foi habitado em uma época muito distante por índios caçadores-coletores. Em sua dissertação de mestrado, Gilmar Henriques aponta dois grupos portadores de tradições ceramistas que habitaram  a região, Una e Sapucaí, e defende uma unicidade entre as duas tradições.  A dissertação pode ser baixada no link de teses da USP.
Escavação no sítio Amargoso:
Na imagem acima é possível observar ao canto direito uma lasca,possivelmente relacionada à confecção de ponta de flechas utilizadas por índios.
Gilmar Henriques explicando como é feita a separação de peças encontradas e como é o início de uma escavação (trabalho minucioso).
                          
Dolinas  – São depressões no solo, de feição circular, que captam as águas pluviais drenando-as para o lençol freático. A ocorrência de dolinas é freqüente em regiões cársticas.
Após a visita ao sítio arqueológico Amargoso, seguimos para o sítio Mané-do-Juquinha.
        Entrada do sítio: Pablo, Víctor, Luís Guilherme, João Pedro e Marcus.
No sítio há cavernas nas quais foram encontradas fogueiras com idades variando entre 700 e 500 anos, e em torno destas fogueiras pré-históricas foram encontrados fragmentos de vasilhames cerâmicos e ossos de animais e conchas de moluscos que foram consumidos pelos indígenas.
Ao longo do caminho é possível notar as rochas tipicamente presentes no carste:

                                          Corredor de pedras.
Infelizmente não foi possível chegar até a caverna, pois o local que dava acesso a ela estava alagado. Da próxima a gente volta de canoa.
                                                   Entrada alagada.
Uma galeria de fotos do sítio e das cavernas pode ser conferida no seguinte link: http://www.flickr.com/photos/40487938@N03/
É isso aí galera. Nossa próxima postagem será sobre a visita ao Museu do Carste. Esperamos que tenham gostado, até mais.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O velho oeste mineiro está aqui!

Somos alunos do IFMG - Campus Bambuí, bolsistas de um Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEX - JR) ,orientados pelo Professor Mestre Marcus Caetano Domingos.
Serão estudados no projeto os grupos responsáveis pela formação da sociedade bambuiense e da região,como os indigenas, os negros quilombolas e os brancos colononizadores, e a importância exercida por esses grupos nas inúmeras transformações do espaço. O projeto nasceu de uma carência que a população de Bambuí e região tem de um material sobre a sua própria história e que seja acessível a todos.
Aqui serão disponibilizados textos e mapas analisando as diversas transformações que a região sofreu tanto  em caráter social e político e geográfico,dicas de livros,referências a trabalhos de outros pesquisadores enfim,um grande acervo regional poderá ser encontrado.

Bom,basicamente é isso. Esperamos que voltem sempre e apreciem nosso trabalho.